O governo vai dar um jeito de não deixar as classes média e alta sem financiamento para a casa própria. Para isso, a equipe econômica estuda a possibilidade de ampliação, por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), do limite de financiamento de Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que atualmente é de R$ 350 mil. O novo valor ainda não está definido, mas deve variar entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. Com essa alteração, o limite para utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que segue as regras do SFH, é elevado automaticamente. Além disso, a população de maior poder aquisitivo poderá se financiar com recursos da caderneta de poupança e, consequentemente, pagar juro de, no máximo, 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Hoje, nos financiamentos de imóveis de mais R$ 350 mil são cobradas taxas de juros de mercado, que são bem mais altas que os 12% ao ano mais TR. Ao aumentar o limite do SFH, indiretamente, o governo atende um pleito da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário de Poupança (Abecip), que propôs a ampliação de R$ 350 mil para R$ 800 mil do limite do valor do imóvel para utilização dos recursos do FGTS pelo período de dois anos. Fonte: Correio Braziliense
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